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Por que investir em sustentabilidade durante a crise?

Por que investir em sustentabilidade durante a crise?
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Em época de crise econômica, o caminho adotado por muitos executivos tem sido os cortes em áreas aparentemente acessórias. A fórmula mágica de aparente redução de custos reduzindo os aportes em gestão da sustentabilidade costumam figurar a lista de medidas como a primeira ação a ser adotada.

Porém, ser uma empresa sustentável não é apenas uma questão de manter o valor aparente da marca: é uma estratégia inteligente para alcançar o  sucesso, porque Ser sustentável é ser estratégico!

Empresas como Nike e Kimberly-Clark, são exemplos famosos e emblemáticos que comprovam que a sustentabilidade é fator estratégico para os negócios nos rumos da nova economia global.

Essas empresas foram alvo de fortes críticas da opinião pública quanto ao seu desempenho socioambiental em decorrência da violação de direitos humanos em seu processo produtivo no caso da Nike, e a Kimberly-Clark devido ao desmatamento de florestas boreais antigas. Contudo, atualmente, essa empresas adoram a sustentabilidade a favor de sua reputação, alcançando expressivos resultados financeiros, além de atingirem um novo patamar em inovação.

Prova disso, a Nike ,em 2010, foi eleita uma das empresas mais éticas do mundo pelo Ethisphere Institute e a Kimberly-Clark se manteve como líder na categoria de produtos de uso pessoal do Dow Jones Sustainability Index entre 2005 e 2009.

A internalização do conceito de empresa sustentável tem sido aprimorado nos decorrer dos últimos anos e delineado o cenário econômico mundial. Por isso, ter uma empresa sustentável é uma questão de inteligência  de mercado!

Não basta adotar a sustentabilidade em resposta a multas ou sanções. As empresas que adotaram práticas sustentáveis, principalmente como resposta a riscos regulatórios e não necessariamente transformando seus processos, não capturaram benefícios para a lucratividade decorrentes dessas ações.

Isso mostra que, quanto mais se adia a inclusão da sustentabilidade na gestão da empresa, maior o risco de fazê-lo por uma questão de compliance regulatório sem outros benefícios.

Diversas pesquisas mostram resultados positivos, que comprovam ganhos reais na captação de novos investimentos e nichos de mercado, por meio da  sustentabilidade.

Tais medidas refletem em ganhos para os investidores, a partir da valorização das empresas sustentáveis frente aos concorrentes, principalmente pela maior rentabilidade, crescimento do valor de mercado e valorização dos ativos e ações.

Na perspectiva das empresas, torna-se cada vez mais claro o valor de participar de iniciativas voluntárias em sustentabilidade e o benefício de ser parte deste processo. Sendo percebido por meio dos ganhos intangíveis que essas ações proporcionam, como reputação e compartilhamento de experiências na comunidade empresarial, ou por ganhos tangíveis, ainda pouco conhecidos, mas já abordados em estudos que consideram o valor de mercado, a relação entre desempenho financeiro e desempenho socioambiental ou reações do mercado financeiro às ações das companhias “mais sustentáveis”.

Os conceitos de responsabilidade social e de sustentabilidade têm como fundamento a premissa de que entidades, públicas ou privadas, assim como indivíduos, possuem compromissos com a sociedade. Tais princípios vêm sendo progressivamente consolidados no mercado de capitais. As bolsas assumiram uma atitude de protagonismo desenvolvendo ações para o aprimoramento das boas práticas de governança corporativa das empresas, de suporte a mercados de desenvolvimento sustentável – como o dos créditos de carbono – e de iniciativas sociais de apoio à educação.

Entretanto, o passo mais decisivo nessa tendência mundial é a construção de índices de acompanhamento dos mercados baseados no desempenho das ações comprometidas com a sustentabilidade – ou seja, com o atendimento das necessidades e aspirações do presente sem o comprometimento da capacidade de atender às do futuro.

Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE)

Uma iniciativa pioneira na América Latina – o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) – que consiste em um indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com a sustentabilidade empresarial, que busca criar um ambiente de investimento compatível com as demandas de desenvolvimento sustentável da sociedade contemporânea e estimular a responsabilidade ética das corporações pela sustentabilidade.

O ISE é uma ferramenta para análise comparativa da performance das empresas listadas na BM&FBOVESPA sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa.

Ampliando, ainda, o entendimento sobre empresas e grupos comprometidos com a sustentabilidade, diferenciando-os em termos de qualidade, nível de compromisso com o desenvolvimento sustentável, equidade, transparência e prestação de contas, natureza do produto, além do desempenho empresarial nas dimensões econômico-financeira, social, ambiental e de mudanças climáticas.

O Investimento Sustentável e Responsável é definido pelo European Sustainability Forum (Eurosif) como um processo de investimento que alia os objetivos financeiros do investidor com suas preocupações e valores acerca do meio ambiente, da sociedade e de questões de governança (Environmental, Social and Governance – ESG).

De acordo com o último relatório lançado pelo MIT Sloan Management Review uma pesquisa realizada com mais de quatro mil executivos em 113 países. Destaca que 70% dos entrevistados  afirma ter adotado permanentemente a sustentabilidade em sua estratégia empresarial.

Dois terços dos entrevistados afirmou que a sustentabilidade é necessária para se alcançar a competitividade no mercado atual, atendendo assim as expectativas dos consumidores.

A mudança de mentalidade foi provocada pelo fato de 41% dos entrevistados relatarem que seus clientes demandavam produtos e serviços sustentáveis, sendo esse o principal indutor para a mudança de postura dessas empresas.

O relatório conclui que o tema parece ter atingido um ponto de inflexão nas empresas que, além de reconhecer a necessidade das práticas de sustentabilidade, passam também a usufruir dos benefícios financeiros associados. Esse processo tem sido comum em diversos setores, mas é liderado por empresas intensivas no uso de recursos naturais, como energia, commodities, produtos de consumo final,  químicos e automotivos.

Um dos motivos apontados como responsável pelo sucesso da estratégia dessas empresas é a incerteza do ambiente regulatório global, no qual as empresas que se antecipam se beneficiam de sua boa reputação com governos e a sociedade civil organizada. Dentre outros fatores positivos, 25% dos entrevistados mencionam a inovação de produtos e serviços como um dos principais benefícios das práticas sustentáveis.

A sustentabilidade e a ISO 14001

Para os investidores, a sustentabilidade representa uma oportunidade, na medida em que o mercado de Investimento Sustentável e Responsável segue sua trajetória de expansão e comprova a demanda por empresas cujas atividades possam se sustentar no longo prazo, com ganhos ambientais, sociais e econômicos. A identificação dessas empresas sustentáveis se dá primeiramente por filtros baseados em normas e padrões internacionais como a ISO 14.001.

A ABNT NBR ISO 14.001 especifica os requisitos de um Sistema de Gestão Ambiental e permite a uma organização desenvolver uma estrutura para a proteção do meio ambiente e rápida resposta às mudanças das condições ambientais.

A ISO 14.001 é de longe, a norma mais aplicada no mundo no quesito ambiental. Milhares de organizações se pautam nela para direcionar suas ações com respaldo em requisito ambientais pertinentes às melhores práticas. Além de levar em conta aspectos ambientais influenciados pela organização e outros passíveis de serem controlados por ela.

Recentemente (2015) a norma ISO 14.001 passou por uma atualização. Diversas organizações apresentam dúvidas a respeito da necessidade de adequação e como as mudanças devem ser adotadas e implementadas. Para saber mais leia o texto como migrar para a ISO 14001 versão 2015.

Portanto, tornar-se uma empresa sustentável é condição de sobrevivência na atual crise. Isso porque ser sustentável e alcançar ganhos com isso, requer que os tomadores de decisão, CEO´s, executivos, fornecedores, colaboradores e etc, abram mão das formulas mágicas e do modelo econômico obsoleto de “extrair, transformar, descartar”.

Buscar a sustentabilidade exige uma nova perspectiva de ação onde conceitos como a economia circular sejam o alvo da organização e que premissas a de manter produtos, componentes e materiais em seu mais alto nível de utilidade e valor o tempo todo sejam o alvo principal.

Além da busca incessante pelo desenvolvimento positivo contínuo que preserve e aprimore o capital natural, otimizando a produção de recursos e minimizando os riscos sistêmicos, administrando fornecedores e estoques finitos, além dos fluxos renováveis de forma eficaz em qualquer escala, em qualquer tempo. Respeitando ainda o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico, a justiça social e o respeito ao meio ambiente e a diversidade.

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