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Como realizar a avaliação de riscos de acidentes na empresa?

Como realizar a avaliação de riscos de acidentes na empresa?
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Toda e qualquer organização pode apresentar algum tipo de perigo ao colaborador, seja na parte física, mental ou emocional. Os danos causados podem levar a prejuízos irreparáveis como a vida do funcionário, multas exorbitantes às organizações, quantias elevadas em indenizações e em alguns casos, a vexação do nome da empresa.

Casos famosos de acidentes de trabalho apontam a relevância de cuidar do setor de Segurança e Saúde da empresa como ocorrido em Belo Horizonte no âmbito da construção civil. Apontado como o maior acidente de trabalho da história do Brasil, um pavilhão de exposições assinado por Oscar Niemeyer veio a desabar, levando a morte de 69 pessoas.  O caso levou a comoção nacional e a escândalos associados as organizações envolvidas.

É nesse sentido que empresários que aspiram a sustentabilidade e longevidade do negócio investem em um ambiente seguro e confiável à equipe da sua empresa. Mas como avaliar os riscos de acidente? O que pode ser perigoso ou trazer um dano para os meus colaboradores? Como calcular que uma tarefa pode apresentar-se como um perigo à minha empresa?

Para entender o método apropriado para realizar a avaliação de riscos de acidentes, faremos uma abordagem clara sobre o tema e como a empresa deve agir.

Para que serve a análise de riscos na empresa?

Como mencionado anteriormente, os acidentes de trabalho podem gerar uma série de complicações para o negócio e os envolvidos nele. Portanto a análise de riscos na empresa é para evitar acidentes, ou seja ela atua na prevenção. O intuito principal é criar medidas e soluções para evitar que o dano aconteça.

Para isso, a análise identifica os riscos para então criar medias de prevenção. A avaliação de riscos é um processo posterior e dependente da análise. Primeiramente serão calculados os resultados coletados e depois mensura-se a abrangência do risco avaliado.

Qual a diferença entre risco e perigo no ambiente de trabalho?

Para entender melhor a diferença entre os dois conceitos é importante saber que eles estão associados e andam conjuntamente. O risco está atrelado a uma possibilidade, ou seja probabilidade de algo ocorrer. Portanto o risco é a chance de algo ou uma ação, relacionada a uma execução, possa provocar prejuízo ou seja, um dano.

Geralmente pressupõe que risco de trabalho está relacionado apenas a problemas de saúde, mas eles podem estender a um grande leque de consequências, como também a questões morais.  Durante o processo de análise de riscos, devem se observar outros aspectos como a discriminação, as relações diversas de desigualdades.

A empresa que é responsável deve se preocupar de forma geral com a saúde do colaborador, inclusive com os riscos que levam a danos morais. Infelizmente um exemplo comum e muito visto nas organizações é o assédio moral que exemplifica esse tipo de risco de trabalho, como humilhação pública, comparações indevidas, tratamento vexatório, entre outras situações.

Há também situações de assédio sexual, na grande maioria às mulheres, discriminação pela raça entre outros casos.

Confira alguns exemplos comuns de riscos nas empresas:

  • Acidentes na execução da atividade
  • Acidentes no local do trabalho
  • Doenças causadas pela atividade (como no caso de indústrias químicas)
  • Assédio
  • Roubos, assaltos e sequestros

Já o perigo no ambiente de trabalho está associado a causa ou evento responsável por desencadear o acidente ou o prejuízo. É portanto a situação que traz consigo os riscos. Para o termo ficar ainda mais claro, podemos entender a ligação entre risco e perigo, como causa e consequência.

Vejamos alguns exemplos:

Exemplo 1

Uma determinada empresa de limpeza organiza a faxina de alguns condomínios. Durante a execução das tarefas, a faxineira limpa o ambiente com piso escorregadio, onde corre o risco de cair e se acidentar.

Perigo: Trabalhar em ambiente escorregadio

Risco: Acidentar durante a tarefa

Exemplo 2

Uma padaria local produz 600 pães por dia pelas mãos do padeiro que leva ambos os materiais ao forno a uma temperatura elevada

Perigo: Colocar os pães para assar em temperatura elevada

Risco: Queimadura

Como devem ser realizadas as ações de análise de risco e perigo na empresa?

Entender a diferença entre risco e perigo vão levar ao direcionamento correto das ações preventivas que a empresa deve tomar. As ações devem focar para evitar que o perigo aconteça, levando em consideração os riscos que as atividades desempenhadas pelo colaborador podem provocar.

Por isso, deve ser feito uma análise detalhada e minuciosa para minimizar ou reduzir os riscos que determinadas ações podem gerar à saúde do funcionário.

As ações estabelecidas ou planejadas devem ser pensadas para atuar de forma a minimizar ou eliminar os riscos a partir de uma análise minuciosa.

Análise de riscos quantitativa ou qualitativa

A análise qualitativa determina a qualidade. A partir de um check list para registrar onde estão os riscos portanto quais são os tipos e graus de riscos. Enquanto a análise quantitativa avalia a quantidade de riscos presentes. Essa forma de avaliação é realizada a partir do uso de ferramentas que podem determinar as questões ligadas a som, iluminação, ruído entre outros fatores no ambiente de trabalho.

Com essas duas observações é possível criar ações de segurança como mapa de risco, Programa de Risco de Trabalho, PPA, entre outros projetos.

Como promover a análise de riscos na empresa?

De forma geral, a análise de riscos ocorre em três fases:

  • Identificação dos perigos e riscos;
  • Levantamento das possíveis vítimas e consequências, avaliação de riscos, registro;
  • Implementação de ações e controle das práticas adotadas;

 Identificação dos riscos e perigos

A primeira ação a ser tomada no planejamento de análise de riscos na empresa é avaliar o cenário de forma geral. Observar e pontuar os perigos e riscos que determinada atividade pode gerar. Nessa fase deve observar tanto a atividade propriamente realizada, quanto o ambiente que ela está inserida. Há casos que a profissão em si não apresenta grandes riscos, mas o perigo externo pode ampliar a probabilidade.

Um exemplo é o caixa de supermercado. O trabalho em si não é arriscado, todavia as chances de assalto devido a questões externas podem tornar o trabalho perigoso.

Levantamento das possíveis vítimas e das consequências

Nessa etapa é o momento de avaliar casos passados de acidentes ocorridos dentro da empresa e analisar possibilidades de acidentes semelhantes voltarem a acontecer devido as atividades. Deve se analisar não apenas as probabilidades ligadas aos funcionários como também ao meio ambiente.

É preciso analisar os colaboradores envolvidos e os novos setores que surgem na empresa. Esse é um procedimento que deve ser realizado com certa frequência.

 Avaliação dos riscos

A avaliação é uma das partes dos processos onde a análise será feita a partir de números e dados gerais. Pode fazer uso de equipamentos como sugeridos anteriormente no tópico “análise qualitativa e quantitativa”.

Esse processo permitirá uma visão mais geral de cada situação dentro da empresa.

Registro e implementação de medidas

A implementação deve se levar em conta a complexidade da empresa e os diversos setores necessários, uma vez que cada setor precisará de uma medida específica. Todas as ações devem tomar como fundamentação os dados extraídos dos processos anteriores.

É preciso registrar a medida e verificar a eficácia das ações diante da prevenção dos riscos.

Controle das medidas adotadas

Nesse momento é a fase de criar meios e ferramentas para analisar, controlar todos os procedimentos adotados pela organização para segurança do colaborador.

É a partir do controle de medidas que o gestor irá verificar a eficácia de cada uma das ações.

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