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Como avaliar os riscos na indústria química?

Como avaliar os riscos na indústria química?
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As indústrias são parte fundamental da economia do país. O setor industrial, responsável pela criação e produção de itens destinados ao consumidor, varejo e atacado, e até mesmo que produzem itens que ainda passarão por mais modificações antes de serem lançados no mercado efetivamente, são as peças que movem o país.

Existem vários tipos de indústrias. Indústrias de bens de consumo, indústrias de tecnologia, indústrias que produzem peças, entre muitas outras. A que falaremos hoje, é a indústria química. Mais especificamente, vamos falar sobre como evitar os riscos que elas apresentam, principalmente através de avaliações conexas e competentes, que podem eliminar chances de acidentes.

Acompanhe a leitura!

O que fazem as indústrias químicas?

Para iniciar, é interessante que a gente saiba o que fazem as indústrias químicas. Como o próprio nome diz, essas indústrias são aquelas que irão manipular e criar todo e qualquer tipo de agente químico, que serão amplamente utilizados em outros setores, industriais ou não. Essencialmente, essas indústrias trabalham com a criação de produtos químicos que serão destinados à outras indústrias. Por exemplo, os agroquímicos, como fertilizantes e insumos. Também são frutos das indústrias químicas, os materiais que servem de base para a indústria farmacêutica.

São nas indústrias químicas que as matérias primas obtidas através da agricultura e mineração se tornam peça chave para a fabricação de novos itens. Esses últimos, portanto, serão destinados à criação de novos elementos, também fundamentais para o desenvolvimento do país. Sendo assim, fica fácil compreender que as indústrias químicas trabalham com itens que, caso não tenham fiscalização correta, podem causar acidentes graves. É por isso, que a constante vigilância e avaliação de riscos podem evitar que falhas aconteçam.

Por trabalharem com elementos que apresentam alta volatilidade, chance de explosão e contaminação, a prevenção é a melhor maneira de evitar que catástrofes aconteçam e coloquem em risco a vida humana.

Quais os principais riscos nas indústrias químicas?

Os maiores riscos dentro das indústrias químicas vêm, efetivamente, dos materiais usados para a produção. Eles são, em sua grande maioria, contaminantes, explosivos e, até mesmo, corrosivos. Logo, o cuidado primário deve ser voltado para a manipulação desses itens da maneira correta, de modo a minimizar os riscos da operação produtiva.

Sendo assim, a avaliação da área onde estão armazenados, bem como o modo como são manipulados, é uma das principais preocupações dos avaliadores de risco. Começando daí, análises constantes são feitas, com o intuito de reduzir os acidentes por vazamento, contaminação e explosão.

A exposição direta e indireta à agentes químicos podem gerar impactos diversos. Imediatamente, o contato com eles pode causar morte, perda de sentidos, membros (no caso de acidentes internos, geralmente acontecendo com funcionários da própria indústria). Já em caso indireto, quando há vazamentos e derrames, esses agentes podem gerar poluição e contaminação de áreas de concentração (seja humana ou não).

Portanto, impedir que esses acidentes aconteçam é, invariavelmente, impedir o risco à vida. A contaminação causada por agentes químicos, bem como explosões e vazamentos pode interferir diretamente na manutenção de áreas de convivência.

Por que a avaliação de riscos é importante na indústria química?

Conforme dissemos, as indústrias químicas trabalham diretamente com a manipulação de químicos (elementos e reagentes) que, quando não estão dentro de uma estabilidade e segurança, podem ocasionar acidentes graves. Esses acidentes podem ser fatais para a vida humana. Em alguns casos, mesmo quando não há morte direta envolvida, eles ainda podem causar contaminações.

Dessa maneira, a melhor maneira de evitar que esses acidentes aconteçam, é mantendo constante vigilância sobre o trabalho das indústrias. É o que chamamos aqui, de avaliação de riscos e que, consequentemente, podem prever possíveis pontos de falhas que, caso não sejam corrigidos, poderão ocasionar os acidentes irreparáveis.

Além disso, o controle desses agentes químicos também é fundamental para a manutenção da segurança do próprio ambiente de trabalho. Afinal, os funcionários das usinas precisam estar dentro de um padrão mínimo de risco, ou a sua saúde estaria comprometida. Os avaliadores de risco também são especialistas em identificar pontos de falha primordialmente no cotidiano do trabalho, o que garante a segurança dos funcionários da indústria.

O que eles avaliam:

  • Reconhecimento e antecipação de riscos;
  • Estabelecimento de metas de segurança a serem cumpridas, bem como rotinas rígidas de inspeção e controle;
  • Avaliação do método de trabalho e da exposição dos trabalhadores aos riscos;
  • Implantação de meios de controle e fiscalização dos dados coletados.
  • Dentre outros pontos, específicos ao tipo de atividade fim, do negócio,
  • Aconselhamos um diagnóstico do seu negócio para levantamento de riscos.

A prevenção dos riscos é melhor que o controle de danos

Essa máxima é a melhor exemplificação do que deve acontecer com as indústrias químicas. Afinal, quando os riscos não são calculados e algum acidente acontece, os problemas causados são inúmeros. Controlar os danos obtidos por esses acidentes, por vezes, vai além da contenção de agentes que se espalham. Infelizmente, quando há morte envolvida, o sofrimento é ainda maior. Sendo assim, quando a avaliação dos riscos é feita e há equipes destinadas, especificamente, para a análise e controle de possíveis falhas, a chance do acidente se consolidar é mínima. E, se ainda assim, ele acontecer, os danos são muito menores e a correção pode ser feita de maneira mais rápida, impedindo a disseminação de áreas de risco.

O risco, em si, é entendido como tudo o que pode gerar perda à saúde/vida. Isso significa que, não apenas a vida humana em si, deve ser preservada quando se faz avaliação de riscos, mas todo o ecossistema ao qual a área da indústria química esteja envolvida. Nesse caso, pensamos em nascentes, mananciais, áreas de floresta, pastagens e criação de animais, comunidade no entorno, sociedade. Partindo desse pressuposto, evitar acidentes químicos vai além de uma simples preocupação com o ser humano. É claro, que o impacto direto sobre os trabalhadores das usinas precisa de um gerenciamento diário, mas é inegável que esses acidentes, quando acontecem, não se restringem às áreas fechadas das usinas e, portanto, precisam de vigilância ampla e constante dos gestores.

Quem faz a avaliação de riscos?

No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente é o principal órgão regulador, que sistematiza e padroniza quais são os níveis de segurança que precisam ser considerados dentro de uma indústria química. Logo, agentes do Governo Federal estão em constante trabalho, a fim de identificar as áreas de risco e, consequentemente, evitá-los. Além disso, é uma prática comum que as próprias empresas mantenham equipes especializadas na avaliação de riscos, com o intuito de prevenir acidentes, sejam internos e externos. Isso significa que, dentro das usinas, pode haver grupos de técnicos e engenheiros qualificados para a inspeção de danos e prevenção de riscos.

Todas as indústrias químicas precisam apresentar laudos de autenticidade sobre avaliações de seus riscos, para que obtenham licenças para a operação. Esses laudos devem estar de acordo com as leis propostas e pela ordem da Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Além disso, elas devem estar dentro dos padrões de operação permitidos pelo Programa de Atuação Responsável, um programa lançado pela Associação Brasileira das Indústrias Químicas, e que visa a melhoria contínua do trabalho das indústrias, com mais segurança e menos danos.

Para o correto procedimento, as indústrias químicas seguem a Norma Reguladora nº 9, que identifica o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. Todas as empresas precisam ter essa norma como padrão, instalada e funcionando, a fim de proteger a integridade dos próprios funcionários e, consequentemente, também evitar, prevenir e antecipar riscos que envolvem a sua atuação.

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