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Cinco práticas que todo empresário deve evitar

Cinco práticas que todo empresário deve evitar
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Conheça histórias de grandes fracassos de empresas de destaque no mercado nacional e internacional

Se você digitar empreendedorismo no Google, em um instante aparecerão dezenas de páginas que conduzem à um infinito de textos e vídeos sobre pessoas que fizeram sucesso nos negócios.

Histórias de sucesso são capazes de nos emocionar e motivar, mas é justamente sua raridade que as tornam tão especiais. O sucesso atrai brilho e holofotes, isso porque não damos a devida atenção às histórias de fracasso.

Este artigo traz uma seleção de histórias que tinham tudo para darem certo, mas terminaram por ser um fracasso retumbante. Esperamos que o texto sirva de reflexão para que você e sua empresa não caiam nas mesmas armadilhas das personagens das histórias que seguem.

1ª pratica a ser evitada: Excesso de confiança da Nokia

Você provavelmente sabe pouca coisa sobre a Finlândia, nunca deve ter visto um carro finlandês, uma marca de relógios, um grande banco ou indústria do pequeno e gelado país nórdico. Mas uma coisa da Finlândia você com certeza já teve: um celular Nokia.

Até a segunda metade da década de 2000, a Nokia reinava absoluta no mercado mundial de celulares. Quase todas as pessoas possuíam um aparelho da empresa centenária e todos adoravam. A bateria durava dias e o telefone de muita resistência.

A Nokia era dominante até o dia em que o celular começou a se transformar em algo que conhecemos hoje como o smartphone. Fazer ligações, enviar SMS e tirar fotos já não eram mais as únicas atribuições que um celular precisava ter. Então a empresa também alterou sua linha de aparelhos, introduzindo um sistema operacional chamado Symbian, o sistema permitia alguma personalização do celular e a instalação de alguns aplicativos.

Outras empresas como a Siemens e a Motorola também lançaram sistemas operacionais e a Nokia, apesar de permanecer como líder de mercado, viu sua vantagem diminuir, mas o pior ainda estava por vir.

Em 2007, em uma surpreendente apresentação, Steve Jobs trouxe ao mundo a primeira geração do iPhone, em poucos meses, milhões de unidades foram vendidas e todos ficaram atônitos com a ideia de um aparelho que foi projetado para trabalhar conectado à internet, não possuía teclas e exibia um sistema operacional bonito e altamente personalizável. A plataforma na Apple foi a primeira a permitir que desenvolvedores independentes criassem aplicativos para o iPhone.

Antes que a Nokia pudesse ensaiar qualquer reação, o Google apresentou no ano seguinte a primeira versão do Android, colocando o mundo de vez na era dos Smartphones. A Nokia poderia até conseguir sobreviver no mercado de telefones baratos, pois a iPhone custava uma pequena fortuna na época, mas com o lançamento do Android, qualquer fabricante de celulares no mundo poderia lançar um smartphone, derrubando vertiginosamente o preço dos aparelhos.

Com as vendas em queda acentuada, a Nokia se viu obrigada a inovar, foram então lançados novos aparelhos, cada vez mais potentes e tecnológicos como o N97 rodando ainda o Symbian. Mas a Nokia acreditou que seu hardware avançado e seus telefones super resistentes continuariam a encantar os clientes. Insistiu em não aderir ao Android e numa apresentação ao mercado, informou que seus próximos aparelhos utilizariam o sistema Windows Phone, desenvolvido pela Microsoft.

Enquanto a Nokia batia na mesma tecla, apostando em um bom hardware, o mercado foi rapidamente transformado e agora o foco era o software. As pessoas passaram a tolerar celulares menos resistentes e com baterias de duração mais curta, desde que fosse possível carregar o mundo em seus bolsos. Os dois anos seguintes trouxeram uma explosão de aplicativos para iPhone e Android, o que não ocorreu com o Windows Phone.

A Nokia, insistindo na mesma estratégia acabou sendo totalmente absorvida pela Microsoft em 2013. A empresa que dominou por décadas o mundo da telefonia, viu seu império ruir em apenas seis anos por ignorar as novas demandas de seus clientes.

A grande falha da Nokia foi em seu planejamento estratégico, que não foi revisado enquanto o mercado mudava totalmente. A ISO 9001 insere nos processos da empresa, a prática do planejamento estratégico, para garantir que a organização esteja sempre alinhada às demandas do mercado, de seus trabalhadores e fornecedores.

2ª prática a ser evitada:  A estagnação da Nextel

Outra empresa da área de telefonia que merece ser citada é a Nextel. Os aparelhos com rede de rádio já foram objetos de uso rotineiro de executivos, gestores e políticos. O ringtone do rádio Nextel já foi até tema de funk ostentação, como símbolo de riqueza.

A Nextel apoiava-se numa plataforma rápida e sem custos adicionais para comunicação corporativa em todo mundo. Mas seu modelo de negócios foi rapidamente atingido pela mudança do mercado de telecomunicações.

Com o advento do smartphone, aplicativos como o Whats App transformaram a maneira como as pessoas e empresas se comunicam. Como a Nextel não pôde previr este novo contexto, ela viu seu negócio de rádios ruir e hoje relega-se a uma simples operadora de telefonia que não figura entre as mais populares nos mercados onde atua.

3ª prática a ser evitada:  A Desorganização Financeira da Manchete

Se você tem mais de 25 anos, com certeza já foi telespectador da TV Manchete. A emissora foi um grande sucesso nos anos 80 e 90. Desenhos animados viciantes, programas da Xuxa e telejornais compunham a grade da TV Manchete que em seu slogan de 1983 dizia: “a televisão do ano 2000”.

De fato a Manchete conseguia uma significativa faixa de audiência, mas sua incapacidade de gerir as suas receitas e alinhá-las às despesas causou um desequilíbrio financeiro progressivo que culminou em seu fechamento no ano de 1999.

Por não ter um planejamento financeiro alinhado ao planejamento estratégico, como propõe normas como a ISO 9001, a “TV do ano 2000” fechou as portas justos sete meses antes de entrar de fato no ano 2000.

4ª prática a ser evitada:  A Insistência em Modelos Ultrapassados da Arapuã

Nos anos 80 e 90 havia uma loja cujo slogan era: “ligadona em você”. As lojas Arapuã eram um verdadeiro sucesso. Seus eletrodomésticos vendiam-se aos montes com a ajuda de comerciais de TV slogans marcantes.

Mas as lojas Arapuã viram o mercado inundar-se de concorrentes de peso. Lojas com crediário próprio aliadas às linhas de crédito e grandes investidores praticando fusões e aquisições trouxeram novos gigantes ao mercado de eletrônicos, móveis e eletrodomésticos.

As lojas Arapuã viram seu negócio perder espaço e fecharam as portas em 1998. Mas ao invés de se aliar aos investidores do mercado e explorar novos nichos, os donos continuaram recorrendo contra as ações de falência na justiça para tentar reaver o negócio.

A batalha só terminou com a derrota definitiva dos donos em uma decisão do STF em 2009. As lojas Arapuã não entenderam a mudança do mercado e ao invés de ceder e se adaptar ao novo modelo, decidiram lutar contra ele.

5ª prática a ser evitada:  A ingenuidade da Kodak

Até os anos 90, quase todo mundo era cliente direta ou indiretamente da Kodak. A companhia estava presente em muitos países e chegou a dominar 90% do mercado produtos fotográficos dos EUA.

Goerge Eastman, o fundador da Kodak, foi também o inventor do filme fotográfico, produto que consagrou a lendária empresa da logomarca amarela. Lojas de produtos fotográficos, revelação de filmes e reparo de máquinas se espalharam pelo mundo com a marca da empresa ao longo do século XX.

Diz a lenda, que uma das equipes de pesquisa da Kodak foi um dos pioneiros no desenvolvimento da fotografia digital, mas a ideia da câmera foi rechaçada pela diretoria, pois não usava o filme fotográfico, que era o principal produto da empresa.

Pensar que a tecnologia não se espalharia e em pouco tempo foi uma demonstração de ingenuidade da alta direção da Kodak, pois como não previram, em poucos anos outros fabricantes já trabalhavam no desenvolvimento de câmeras digitais.

Quando a Kodak reagiu e começou a vender câmeras digitais, já era tarde, pois o mercado já estava dominado por outros grandes fabricantes. A empresa viu suas receitas caírem até ver-se obrigada a pedir proteção contra falência ao governo dos EUA em 2012. Sendo que em 2013 obteve seu pedido aceito após abrir mão de grande parte de seus serviços e ativos.

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