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Cinco exemplos do que não fazer no planejamento estratégico de empresas

Cinco exemplos do que não fazer no planejamento estratégico de empresas
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Um dos pecados comuns que o empresário iniciante comete é não organizar o planejamento estratégico do próprio negócio. Segundo pesquisas, 50% das empresas questionadas não se planejam e operam sem métodos de análise do empreendimento.

A ideia que se tem é que apenas grandes organizações precisam promover o planejamento estratégico, mas a verdade é que planejar é uma ação que deve ser feita não apenas por empresas, mas em diversos segmentos do mercado.

Outra razão que leva muitos empresários a não promoverem o planejamento estratégico, é desconhecer os métodos corretos para iniciar a organização estratégica. No artigo “Aprenda quatro etapas essenciais para o planejamento estratégico”, explicamos de maneira simples e prática a forma ideal de iniciar o processo.

Enfatiza-se tanto a importância do planejamento estratégico devido às inúmeras vantagens que essa ação proporciona à empresa, vejamos algumas:

  • Agilidade na tomada de decisões
  • Conhecimento dos concorrentes
  • Visualização de metas e alvos
  • Melhora na comunicação com clientes e funcionários
  • Aumento da rentabilidade
  • Maior controle sobre as ações

O planejamento estratégico é essencial para a longevidade do negócio e a falta dele é uma das razões mais recorrentes na falência das empresas. Portanto, para a boa saúde do empreendimento é vital que se faça estratégias de análises adequadas e coerentes à empresa.

Por essas razões, citaremos abaixo cinco exemplos do que não fazer no planejamento estratégico.

1ª atitude a ser evitada no planejamento estratégico: desconhecer a própria empresa

Um erro recorrente no mundo dos negócios é a não conhecer os próprios pontos fracos. Saber onde precisa ser melhorado pode se a solução de futuros transtornos e de possíveis situações críticas.

Uma ótima maneira de conhecer e analisar a própria empresa é a partir da Matriz SWOT. O termo é uma sigla para cinco palavras em inglês: strengths, trazido como forças; weaknesses, que significa fraquezas; opportunities, oportunidades; e, por fim o T, de threats, que se refere a ameaças. No Brasil, a expressão também é tratada como “FOFA” (forças, oportunidades, fraquezas e ameaças).

A Matriz SWOT é uma ferramenta que permite ao empreendedor a percepção do negócio como um todo. Nos quatro “clusters” (forças, oportunidades, fraquezas e ameaças) são colocados os itens descritos pelos gestores da empresa, bem como o processo ou produto que está sendo avaliado. Identificam-se os pontos fracos para a viabilização de soluções e/ou melhorias; e apontam-se os pontos fortes para potencializar as oportunidades.

Diz-se, portanto, que a matriz SWOT é um método que pode auxiliar a empresa no desenvolvimento do planejamento estratégico considerando que proporciona maior assertividade na condução da sua atividade empresarial.

Outro fator importante é conhecer a empresa no contexto geral do mercado. Muitas organizações apenas seguem o fluxo do que tem sido muito recorrente na economia. É muito comum ocorrer “surtos” de determinadas tipos de empresas, como de locadoras nos anos 80, lojas de açaí na última década e recentemente a tendência de espaços de hambúrgueres gourmet. O empresário desprecavido se orienta a partir da visão externa, sem análises profundas de mercado e do produto.

2ª atitude a ser evitada no planejamento estratégico: Não estabelecer com antecedência responsabilidades e funções

A presença do faz tudo na empresa pode parecer interessante para os empresários no que diz respeito a economia de gastos, todavia não ter a definição bem estabelecida dos colaboradores pode ser um problema para alcance de resultados. Estipular as funções e as devidas atribuições relativas a cada um dos funcionários é essencial para cobrar metas, propor resultados e  exigir o cumprimento devido das atividades para o bom funcionamento da empresa.

A certificação na ISO 9001, norma focada no sistema de gestão, é um ótimo instrumento para aperfeiçoar a gerenciamento da empresa. A norma internacional traz como um dos itens a “elaboração de cargos”, que auxilia na definição clara e pontual do organograma da empresa.

A divisão pontual das funções de cada um dos integrantes da equipe evita que atividades deixem de ser cumpridas e mantém a organização do empreendimento.

3ª atitude que deve ser evitada no planejamento estratégico: Não medir dados e resultados

Desconhecer os resultados do empreendimento e a falta de análise de rendimentos impede a empresa de realizar tomadas de decisões seguras e dificulta a ampliação das fronteiras comerciais. Não medir dados faz com que o empresário não saiba para onde está indo, além de desconhecer a realidade atual dos lucros.

Quando a empresa não estipula metas que deseja alcançar, ela fica sem parâmetro de crescimento e deixa de criar estratégias para melhorar o rendimento. Novamente a ISO 9001 é uma ótima ferramenta para resolver dificuldades de estipular alvos e de analisar de dados e resultados. Por ser uma norma focada no sistema de gestão, ela traz indicadores de metas de curto, médio e longo prazo e oferece estratégias de análise de resultados.

4ª Atitude a ser evitada no planejamento estratégico:  Estabelecer metas muito amplas e subjetivas

Outro problema que afeta o planejamento estratégico é estipular alvos surreais. As metas precisam ser pontuais e claras. Ter alvos genéricos ou difíceis de ser mensuráveis impede a empresa de alcançar os objetivos e torná-los reais.

As metas precisam de um cronograma bem detalhado para manter-se orientado e seguir um determinado “passo a passo”. Mas quando você define metas que não se pode medir você não irá atingir os objetivos. Mas não desanime, basta reajustar seu cronograma.

Por maior que seja sua motivação e sensação de crescimento, metas irreais só vão lhe prejudicar. Planeje alto, mas ao seu alcance.

5ª Atitude que deve ser evitada no planejamento estratégico:  Não analisar cenários externos

Ainda que o seu negócio esteja organizado e com o faturamento positivo, mudanças no mercado e na economia podem afetar diretamente a sua empresa. Precaver-se sob análise externa é um dos pontos estratégicos para garantir a longevidade e trazer segurança na tomada decisões.

Para compreender melhor o assunto, vejamos um exemplo de falta de análise externa:

Um determinado restaurante tinha como grande parte dos clientes, funcionários de uma empresa de pneus. Com o aumento dos impostos cobrados pela Prefeitura, a fábrica de pneus decide mudar a base da empresa para uma região mais afastada em que há incentivo fiscal. Caso o dono do restaurante fizesse análise de cenário externo, ele poderia se precaver para elaborar mudanças de localização para outros lugares mais atraentes ou estratégias para conquistar novo público para o estabelecimento.

A análise de cenários externos é, portanto, um item essencial para trazer segurança ao negócio e planejamento de ações futuras ou imediatas, caso necessário.

Citamos no artigo apenas cinco ações que devem ser evitadas para o sucesso do planejamento estratégico, existem outras tantas que devem ser observadas e evitadas. Nesse sentido, a Consultoria Online Verde Ghaia conta com excelentes profissionais focados na implementação das normas de gestão da ISO que além de melhorar tantas outras áreas do gerenciamento, facilita a criação do planejamento estratégico.

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