VG Consultoria Online

A influência da comunicação na gestão das empresas

A influência da comunicação na gestão das empresas
5 (100%) 2 votos

 

Sempre que sou contratada por um cliente para realizar uma consultoria há uma surpresa que me aguarda. Não existem clientes iguais, problemas iguais, soluções idênticas e muito menos uma fórmula para resolução dos conflitos do mundo da gestão. Cada vez somos surpreendidos com pessoas de diferentes perfis, com diferentes chefes e com argumentos para todos os tipos de desvios que possamos encontrar numa auditoria, num diagnóstico, numa implantação de sistema de gestão ou até mesmo no acompanhamento de uma reunião, no entanto um dos nossos maiores desafios é nivelar a comunicação entre os diferentes níveis dentro das organizações e mostrar a eles o quanto isso faz diferença dentro de processo de gestão.

Como já diriam os nossos avós, a comunicação, ou melhor, a falta dela, é o mal do mundo. É inevitável não concordar e admitir que em 90% dos casos, temos falhas em processos por falta da bendita comunicação. O tal do “não sabia que” ou “não me avisaram”, ou “não entendi direito”, “não interpretei desta forma”. As falhas na comunicação muitas vezes podem trazer danos irreversíveis e atrasar uma implantação de sistema de gestão, por exemplo. As novas versões de diversas normas estão trazendo o requisito da comunicação somente agora, devido a necessidade de tornar explícita a comunicação dentro do sistema de gestão e fazer com que ela seja eficiente dando responsabilidade a quem comunicar, traçando detalhes da comunicação, o momento oportuno de realizá-la, como se fosse um passo a passo e como se não soubéssemos nos comunicar. Mas porque será?

A falta de comunicação é o erro que mais causa retrabalho, reprocesso, elevação de custos, descontrole e desgaste do pessoal sem contar que coloca em risco a imagem da organização e do negócio como um todo. E sabem de onde parte este mal costume? Cabe a alta administração da organização estabelecer processos de comunicação e testá-los periodicamente a fim de verificar sua eficácia. Lembrando que há muita diferença entre comunicar e entender. Não adianta nada falar e o receptor não absorver aquilo que foi dito. Caso a pessoa não entenda o que estamos falando, precisamos checar a forma como estamos tentando passar a mensagem.

As formas de comunicação estabelecidas dentro da empresa devem ficar claras e ser objetivas e o mais importante: ser acessível, estar disponível e ao alcance de todos os níveis pertinentes. Isso é primordial. Um outro cuidado é: cautela para a comunicação não virar fofoca. Quando a gestão não comunica direito, aquilo que devia ser um recado ou uma informação acaba virando buchicho. Cada um interpreta de um jeito, de uma forma e lá se foi o seu processo de comunicação.

Muitas empresas questionam se para isso é necessário que se tenha uma área somente para comunicação. Não necessariamente, desde que as responsabilidades sobre o que comunicar, quando comunicar, a quem comunicar, de que forma comunicar fique explícita. Portanto, é preciso corrigir as falhas e procurar melhorar a nossa comunicação dentro e fora da empresa, afinal, não queremos ser mal interpretados.

::PAULA ROSANA RODRIGUES BAPTISTA – www.consultoriaiso.org

Compartilhe

        

0 Comentários

Deixe o seu comentário!